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Os meios de comunicação perceberam como uma notícia criminal desperta a atenção da população. Daí a presença recorrente desse tema em manchetes, reportagens policiais, filmes, novelas ou seriados. Inicialmente, num raciocínio perfunctório e ignaro, poder-se-ia afirmar que essa quase fascinação por episódios delituosos é fruto da curiosidade humana. Todavia, à luz da criminologia psicanalítica há outra explicação.
Sob definição, “reality show” significa um programa televisivo que se baseia na “vida real”, e os visados da história, não seriam personagens fictícios, mas sim “pessoais reais”. Porém, sabemos que não é bem assim que as coisas realmente funcionam...

As pessoas escolhidas para participar, ditas como “pessoas comuns e normais”, no caso do Big Brother Brasil, por exemplo, são escolhidas por motivos específicos, para assumirem seu papel. Alguns desses papéis são essenciais em todas as edições, como: pelo menos um negro, uma pessoa “explosiva”, algumas mulheres e homens, cujo padrão de beleza é o mais “aceito socialmente” na Hiper-Modernidade, algum homossexual e alguém de classe média baixa.
Todos nós, em algum momento da vida, nos damos conta de que sentimos algo como "um vazio". Não se sabe bem como descrevê-lo ou como preenchê-lo, porém, a maioria, senão todos, o sentem. A maioria procura preenchê-los das mais variadas formas: uns através de estudos, outros através de trabalho, outros através de religião, de drogas, de relacionamentos, e alguns até com futebol: varia de pessoa pra pessoa, de gosto e da personalidade de cada um. E as pessoas passam bastante tempo dedicando-se a uma dessas coisas, que de uma forma ou de outra, sentem que "fazem bem", ajudam a aliviar "o vazio".

A consequência disso pode ser boa, para os que se dedicam a coisas saudáveis e que realmente lhe fazem bem, ou podem, de certa forma, atrasar sua vida.

As transformações acontecem no mundo, assim como dentro de cada indivíduo. Mas quando não há uma mudança externa e internamente, podemos estar diante de um conceito conhecido como alienação.

A alienação é a diminuição da capacidade dos indivíduos em pensar e agir por si próprios, é o estado que uma pessoa que foi educada em condições sociais determinadas, se submete aos valores e instituições dadas, perdendo assim a  consciência de seus verdadeiros problemas, se tornando uma pessoa alienada. Em psicologia, o termo "alienação" designa os conteúdos reprimidos da consciência e também os estados de despersonalização em que o sentimento e a consciência da realidade se encontram fortemente diminuídos.
Ouso dizer que se de repente a Globo simplesmente evaporasse da face da Terra, nem os outros braços do aparato político-ideológico-midiático que a organização multimídia da família Marinho lidera iriam chorar por seu sumiço; comemorariam com fogos de artifício. A parcela da sociedade política e ideologicamente alinhada aos governos progressistas que há uma década vêm conseguindo manter o poder contra essa máquina midiática, vem cometendo um erro de avaliação sobre o que convencionou chamar de “grande mídia”.

Todos querem a liberdade, a dignidade, a honra e a felicidade. É um anseio bastante natural de auto-realização. Vai muito além do viver e do sobreviver, e parece-me ser o mandamento número 1 entre os humanos. Chamo de mandamento porque se eu chamasse de “direito” eu poderia ser mal entendida, porque um mandamento é um direito e um dever ao mesmo tempo.