Doença de Alzheimer

segunda-feira, 27 de maio de 2013 | 14:15 | Por 1 comentário
A doença de Alzheimer é a mais frequente forma de demência entre idosos. É caracterizada por um progressivo e irreversível declínio em certas funções intelectuais, o bastante para interferir nas atividades sociais e do cotidiano, como: memória, orientação no tempo e no espaço, pensamento abstrato, aprendizado, incapacidade de realizar cálculos simples, distúrbios da linguagem, da comunicação e da capacidade de realizar as tarefas cotidianas.

Outros sintomas incluem mudança da personalidade e da capacidade de julgamento...

Os números tem aumentado em função do envelhecimento da população, mas estima-se que no Brasil 1 milhão e 200 mil pessoas sofrem da doença de Alzheimer. O numero de pacientes é estimado em 35,6 milhões no mundo. Na maioria das pessoas os sintomas iniciam depois dos 60 anos de idade. A proporção de pessoas com a doença dobra a cada 5 anos a partir dos 65 anos de idade. Cerca de 5% das pessoas com idade entre 65 e 74 anos tem a doença, mas quase metade das que tem 85 ou mais são acometidas.

Não se conhece exatamente qual é a causa da doença de Alzheimer. O que se sabe é que a doença desenvolve-se como resultado de uma série de eventos complexos que ocorrem no interior do cérebro. A idade é o maior fator de risco para a doença: quanto mais idade maior o risco.

Existem dois tipos de doença de Alzheimer: a doença de Alzheimer familiar, que ocorre em adultos jovens e parece ter um caráter hereditário importante, e a forma esporádica, na qual o fator hereditário não é óbvio. Aproximadamente apenas 5% da doença de Alzheimer é familiar e 95% esporádica. Na forma familiar da doença, vários membros de uma mesma geração são afetados. Na forma esporádica a doença desenvolve-se a partir de uma grande variedade de fatores que os cientistas ainda estão tentando determinar.

Fatores de risco

A idade (envelhecimento) é o fator de risco mais conhecido e importante para a forma esporádica da doença de Alzheimer. Outros possíveis fatores de risco têm sido estudados, porém com poucos resultados práticos, como: exposição ou ingestão de substâncias tóxicas como álcool, chumbo, alumínio e solventes orgânicos, medicamentos diversos, trauma craniano, exposição à radiação, estilo de vida, estresse, infecções, doenças imunológicas, câncer, dentre outros.

Sintomas

O Alzheimer é uma enfermidade progressiva e os sintomas agravam-se à medida que o tempo passa. Mas é também uma doença cujos sintomas, como gravidade e velocidade variam de pessoa para pessoa. Os sintomas mais comuns são:
  • Perda de memória, confusão e desorientação;
  • Ansiedade, agitação, alucinação, desconfiança;
  • Alteração da personalidade e do senso crítico;
  • Dificuldades com as atividades da vida diária, como alimentar-se e banhar-se;
  • Dificuldade em reconhecer familiares e amigos;
  • Dificuldade em tomar decisões;
  • Perder-se em ambientes conhecidos;
  • Inapetência, perda de peso, incontinência urinária e fecal;
  • Dificuldades com a fala e a comunicação;
  • Movimentos e fala repetitiva;
  • Distúrbios do sono;
  • Problemas com ações rotineiras;
  • Dependência progressiva;
  • Vagância;
A doença é classificada com 4 fases: fase inicial, intermediária, final e terminal. Confira alguns dos principais sintomas de cada estágio:


Tumores cerebrais, derrames e hidrocefalia de pressão normal também tem sintomas semelhantes à Doença de Alzheimer.

Quais os distúrbios de comportamento são mais comuns? Ações repetitivas, acusações e insultos, agitação psicomotora, automutilação, comportamento sexual inadequado, delírios, alucinações, desaparecimento de objetos, perseguição, reações catastróficas, vagância.

Perda de memória em idosos é sempre devida à doença de Alzheimer? Não. Outras condições podem ser causas de demência e algumas são reversíveis, como: depressão, efeito adverso de medicamentos (especialmente “calmantes” e hipnóticos), fatores endócrinos, déficits nutricionais, etc.

Se o paciente subitamente apresenta piora isso significa que a doença evoluiu? Não. A DA é uma doença de evolução lenta. Se há piora súbita é necessário avaliação médica imediata para investigação de outras causas, como: infecções, intoxicação medicamentosa, desidratação, etc

Diagnóstico

Não existe um marcador biológico que confirme a doença. O diagnóstico é feito por exclusão de outras enfermidades que apresentam sintomatologia parecida. Vários instrumentos clínicos são usados para se chegar ao diagnóstico: uma história medica completa, testes para avaliar a memória e o estado mental, avaliação do grau de atenção e concentração e das habilidades em resolver problemas e nível de comunicação.

Testes laboratoriais, como exames de sangue e urina são usados para excluir outras causas de demência, algumas delas passíveis de serem curadas. Exames de imagem como a tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética, spect e pet, são utilizados para determinar o tipo de demência. A doença de Alzheimer só pode ser diagnosticada com 100% de certeza através do exame microscópico do tecido cerebral por biópsia ou necropsia.

Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores serão as chances de tratar os sintomas corretamente, retardando a evolução da doença. Não existe nenhum medicamento que garanta a cura ou que interrompa definitivamente o curso da doença de Alzheimer, e também não há uma vacina disponível, mas essa abordagem está sendo investigada e é muito promissora. A vacina estimularia o sistema imunológico para reconhecer, detectar e evitar a formação das placas neurísticas e da deposição de amiloide, substância tóxica para os neurônios.

Nível Educacional

Acredita-se que quanto mais estimulada intelectualmente a pessoa for, desde a infância, maior será a rede de conexões interneuronais, promovendo um tipo de “poupança” que irá retardar, no futuro, o aparecimento da sintomatologia (neuroplasticidade).

Pesquisas sugerem que quanto maior o número de anos de educação formal que uma pessoa tem, menor é a chance dela ou dele desenvolver a doença quando for idoso. Alguns estudos sugerem que manter uma atividade intelectual, como fazer palavras cruzadas, por exemplo, pode reduzir a probabilidade de se adquirir a doença de Alzheimer, enquanto outros afirmam que ser mais escolarizado confere ao paciente maiores recursos para controlar as limitações cognitivas típicas da enfermidade.

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Um comentário:

  1. Ótimo resumo sobre a doença, parabéns!
    Deixo aqui a sugestão de algumas vídeo aulas, gratuitas, a respeito: http://www.ankol.com.br/Cursos/tabid/93/Default.aspx?Search=alzheimer

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